ROTAS ALTERNATIVAS LITORAL NORDESTE

Na vida, na maioria das vezes, aprendemos que para termos boas saudades, as coisas fluem no um, dois, fez, fez, não fez, perdeu a chance… Assim é!

Na real, essa é a regra básica de velejar, pois não se pode questionar muitas coisas devido a tudo necessitar de decisões rápidas. Viajando de bicicleta também é mais ou menos assim. Pouco pensar e muita atitude!

Nós decidimos depois que saímos de Pipa, Rio Grande do Norte fazer uma rota pela costa. Esquecer as estradas principais, e na medida do possível, por onde houver ruas, caminhos, e estradas secundárias passar o mais próximo possível do mar. Evitamos somente pedalar na areia, pois danifica demais as bicicletas e também por elas estarem com peso fica quase impossível pedalar.

Nesta rota alternativa pelo litoral do nordeste de Pipa até aqui a Barra do Siranhaém, Pernambuco se tivéssemos utilizado o caminho tradicional seria este do mapa abaixo. Entretanto, o caminho foi quase todo pela costa, não utilizamos praticamente nenhuma estrada marcada abaixo.

Não foi um percurso muito fácil, mas nada muito difícil. Estradas de terra, muitas ruas e avenidas de paralelepípedos, muitas perguntas com antecedência para saber se era possível atravessar tal trecho de rio ou mar. Se havia pontes, barcos, ou balsas.

Até agora cruzamos seis (6) vezes por água em embarcações. Algumas canoas, uma balsa, e um barco que também usam os turistas.

O custo que é meio caro, pelo menos para nós. Alguns conseguimos não pagar pelo bom papo. Outras custaram, por pessoa, mais as bikes = 2,00,  2,50, 10,00 reais, e duas R$ 15,00.

Na maioria dos locais das travessias são vilarejos. Locais – alguns – que já foram points conhecidos dos turistas regionais, mas que estão quase esquecidos.

As bicicletas sofrem um pouco. Muita corrosão devido a maresia, quebra de raios, desgaste maior das peças. Os pneus não furaram devido a técnica que aprendemos.

É um, dois, fez ou não fez. Nós preferimos fazer e adoramos tudo o que vivemos neste trajeto. Locais e praias paradisíacas que nem lembramos o nome, pois foram tantas. Muitas sem ninguém, apenas nós caminhando.

Foram momentos bizarros, dúvidas de rotas para chegar às embarcações. Dificuldades em algumas para colocar a SoulZen e a CeZen em cima. Canoas que às vezes pareciam que iam afundar.

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Só que, todo este esforço nos propiciou algo que percebemos que não faremos mais, pois já fizemos, ou seja, agora faz parte de nossa história, onde mais uma vez os Viajantes preferem sair do rotineiro para o desconhecido = Rotina deixa para os Zumbis!