VIAJANDO NO MUNDO PARA ZUMBIS

Dias sem escrever, o UV parece que fica meio sem algo novo, ainda que as visitas não param, pois há mais de 2200 postagens e elas são vistas diariamente, nos mais variados temas, mas sempre integradas ao reduto Viajante.

Aqui do Arraial D’Ajuda, Bahia, local que gosto, pois desde 1995 aqui conheço, e em 1999 por aqui fiquei 9 meses habitando, e ainda considero o local mais Zen de todas as extintas vilas de pescadores nordestinas, as quais se transformam em points turísticos.

Claro, sempre se observa as mudanças, o dito progresso. Mais e mais construções, mais e mais turismo, mais e mais consumo… Não para de crescer, mas penso que isso pouco importa, pois assim se dá. O que me causa maior observação é a transformação humana… Essa sim foi a mudança radical.

A frequência e os eventos no mundo moderno são feitos para o ser humano Zumbi, e como “bons” zumbis não conseguem perceber que foram transformados a aceitar, gostar e desejar esse mundo sem expressão, sem arte, sem amor… apenas um mundo que se vive de momentos descartáveis!

A falta de crença no que se vive, no que é o real parece ser abominado, pois é melhor crer numa ilusão, e ao mesmo tempo não perceber que o que move o mundo é o que não vemos. Ou seja, se crê que a realidade pessoal não é o que se vive no dia a dia (pois é banal), e o que faz a vida acontecer são eventos visíveis…

O mundo do Zumbis é algo estranho: Se movem quando veem comida, quando sentem a possibilidade de contaminar outrem com suas desordens mentais…