VIAJAR DE CARONA É FÁCIL

Não sei quantas vezes vou repetir que viajar de carona é fácil. No Brasil é moleza, haja vista que, já cruzei este país várias vezes em todas as regiões de carona.

Todas as fotos desta postagem são no Arraial D’Ajuda tiradas pela Geya Besse

América Latina igualmente. Só não viaja de carona quem não quer. Também dou testemunho, pois já cruzei de Ushuaia, Argentina a Tijuana, México de carona. É tudo uma questão de habilidade.

Depois que saímos da Ilha de Itaparica tínhamos em mente chegar ao Arraial D’Ajuda, Bahia e ficar uns dias na casa da Geya. Escolhemos fazer o trajeto pela BR 101, pois já tínhamos em mente pegar carona. Então vamos as regras:

Regra número 1: Tem que ser num posto legal, com frentistas solidários e onde os caminhões parem e tenham o destino ao sudeste.

Regra número 2: Temos que ter uma boa história para contar, e tínhamos, a Cecilia não estava nos dias propícios para uma mulher pedalar.

Regra número 3: Aparência e saber falar é tudo, e isso temos. Aparência de ciclistas, um casal, bom papo.

Foram uns 100 km até a chegada a BR 101 e depois para encontrar o posto ideal. Feito isso o resto é deixar acontecer…

Objetivo chegar em Eunápolis (uns 450 km), pois as subidas e descidas na BR 101 na Bahia são de judiar. Depois de lá é pedalar até o Arraial (73 km).

Umas dez da manhã, depois de chegarmos a este posto de combustível e tomarmos um cafezinho e feito amizade com o pessoal ficamos no aguardo.

Quando era jovem, não tinha habilidade em como pegar carona, pedia para muitos caminhoneiros e levei muitos nãos. E se tem uma coisa chata na vida é levar “não”. Hoje raramente levo um “não”, seja no que for. Não que deixe de fazer as coisas para não levar um “não”, mas sim que aprendi a escolher quem pode dar um “sim”.

Bem, olho um carreta com uma carga de pedra, metade do caminhão vazio, motorista sozinho e o mais importante, placa do Espírito Santo, ou seja, o “cara” é capixaba e capixabas são normalmente legais em dar carona.

Ob. Tem caminhoneiro que olho a placa e nem chego perto, normalmente são medrosos e nem quero papo. Quer saber quais Estados? Só em off digo.

Na primeira pedida e o sim. Óbvio, tinha tudo para dar certo.

Chegamos em Eunápolis 9 da noite, dormimos num posto de combustível e no dia seguinte pedalamos os 73 km, e 3 da tarde estávamos na casa da Geya, no Arraial.

Moleza, né?!